O que você precisa saber sobre restauração de fachada

A restauração de fachada é um investimento que garante ao condomínio uma boa estética, além de aumentar a sua vida útil e de valorizar os bens imobiliários. Basicamente essa restauração é um conjunto de reformas que melhoram ou reparam a fachada, o que envolve pintura, troca de revestimentos, limpeza de vidros, conserto de infiltrações, remoção de rachaduras etc.

Pela importância dessa medida, desenvolvemos esse artigo para explicar por que a restauração de fachada é tão importante para o negócio e, também, quais são os cuidados que devem ser tomados ao realizá-la. Confira a leitura!

Qual é a importância de realizar a restauração de fachada?

Muitas pessoas acham que a fachada do condomínio tem objetivo apenas estético e, por isso, é um gasto supérfluo. Mas esse é um grande erro, pois a fachada também auxilia na conservação do condomínio e valoriza os imóveis que fazem parte dele. De acordo com Robert Selke, diretor da empresa de recuperação de fachadas Kiir, um imóvel pode ter um aumento do valor entre 15% e 20% apenas com a reforma de sua fachada.

Isso acontece porque uma boa aparência demonstra o quanto a administração do condomínio investe na preservação dos imóveis, na segurança dos moradores, na limpeza e na manutenção do prédio. Além da valorização, a modernização e a revitalização de fachada podem:

  • diminuir custos com aquecimento e refrigeração;
  • economizar até 50% de energia elétrica;
  • aumentar a segurança do local;
  • auxiliar no isolamento acústico;
  • reduzir umidade;
  • entre outros benefícios.

Saiba que o síndico precisa obter a anuência dos condôminos para fazer a restauração de fachada, então ele tem o papel de informar os moradores sobre a importância de fazer esse investimento e explicar os seus benefícios. Para isso, será preciso ter jogo de cintura, inteligência emocional e social, bem como uma boa capacidade de comunicação.

Quais são os cuidados que devem ser tomados na restauração de fachada?

Nesse tópico, mostraremos as responsabilidades que o síndico deve ter para se certificar de que a restauração seja feita com sucesso. Ao seguir os 6 pontos abaixo, o condomínio pode evitar gastos desnecessários e garantir o cumprimento das normas.

Escolha da empresa

O primeiro passo a ser cumprido é a escolha de uma boa empresa para realizar o serviço. Faça uma busca das companhias que são especializadas e experientes em manutenções, reformas e restaurações de fachadas. Em seguida, analise os seguintes aspectos:

  • registro de funcionários: confira se os colaboradores são capacitados e experientes para desenvolver suas atividades;
  • segurança e saúde: veja se a empresa fornece equipamentos de proteção individual (EPIs) aos funcionários e se ela garante o cumprimento das normas de segurança e saúde;
  • documentação e alvarás: verifique se a empresa está regularizada e se tem autorização do Poder Público para atuar no ramo.

Também é importante fazer uma busca sobre a reputação das candidatas. Você pode solicitar recomendações de amigos e conhecidos, além de outros síndicos ou profissionais do ramo. Pesquise também os clientes anteriores e atuais dessas empresas, perguntando sobre o cumprimento dos prazos, a qualidade do serviço, o atendimento e o material usado, entre outras questões.

Legislação local sobre fachadas

Cada município pode ter sua própria legislação sobre limites da fachada. A lei pode impedir que a fachada exceda a largura do passeio, oculte a placa de nomenclatura de logradouros e prédios públicos, prejudique a iluminação pública ou a arborização da via, entre outras obrigações.

É possível que a cidade exija que o prédio faça a manutenção da fachada a cada determinado período (de 5 em 5 anos, por exemplo). Nesse caso, é interessante criar uma boa relação de longo prazo com a empresa contratada para a restauração — a fim de que ela também realize esses reparos, o que possibilita a negociação de descontos. Outra norma importante que deve ser analisada é a ABNT NBR 5674:2012, que traz os requisitos para manutenção de edifícios em geral, incluindo condomínios.

Convenção do condomínio

A convenção do condomínio ou o regimento interno (RI) trazem limites ou detalhes sobre a fachada. Por exemplo, as normas podem proibir a alteração de cores ou mudanças drásticas na sua aparência — e podem, também, estabelecer horário de início e fim para manutenções e obras. Por isso, é necessário que o síndico esteja familiarizado com as normas e conheça seus limites.

Caso haja alguma regra que prejudique a restauração da fachada, como a proibição de uso de materiais diferentes (dica: a diferença pode ser mais vantajosa), é recomendável que sejam feitas assembleias para alterar as normas do condomínio.

Qualidade dos materiais utilizados

Escolher materiais de qualidade é fundamental para assegurar a durabilidade da obra e a economia em longo prazo. Negligenciar essa questão aumenta o risco de acidentes e acaba fazendo com que a fachada se desgaste facilmente — o que pode motivar uma nova restauração em pouco tempo.

Como cada fachada utiliza materiais diferentes, é interessante que o administrador converse com a reformadora para que sejam utilizados materiais de qualidade e que caibam no orçamento do condomínio, bem como atendam às necessidades específicas do projeto.

Bem-estar dos moradores

Durante a realização da restauração, o síndico deve acompanhar a obra para preservar a segurança e o bem-estar dos moradores do condomínio. O profissional precisa ajudar a minimizar o barulho e a sujeira, bem como alertar e orientar os moradores sobre os cuidados para evitar acidentes. Durante a pesquisa da empresa responsável, veja se ela entende a importância de amenizar o desconforto dos moradores e se ela preza a segurança do condomínio.

Realização das reformas necessárias

Durante a restauração da fachada, será preciso consertar vários defeitos e realizar trocas e manutenções. Alguns exemplos dos fatores que devem ser trabalhados pela empresa reformadora são:

  • revestimentos: são os materiais que compõem a fachada, como cerâmica, pastilhas e tijolos. Estude a necessidade de trocar os materiais para colocar os de maior qualidade, mais resistentes e modernos;
  • limpeza: não devem ser usados produtos químicos (como ácidos) e materiais que provoquem manchas, riscos ou trincas na fachada;
  • infiltração: vazamentos do prédio desgastam e prejudicam a fachada, por isso é preciso solucioná-los;
  • rachadura: a empresa contratada deve consertar rachaduras aparentes e analisar se alguma delas compromete ou não a estrutura da fachada;
  • pintura: além de usar tintas com melhor custo-benefício, tenha em mente que o local pintado deve ser analisado com cuidado, pois problemas na fachada (como rachaduras) prejudicarão a pintura.

Viu como são vários os aspectos que o síndico deve observar sobre uma restauração de fachada? Com as dicas explicadas nesse artigo, você pode simultaneamente garantir o sucesso da obra, aumentar a segurança, valorizar os bens e garantir o bem-estar dos condôminos.

Como esse é um investimento muito importante, é essencial aproveitar os serviços e soluções oferecidos pela Gobatti. Quer saber quais são eles? Entre em contato conosco!

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